Tem uma pergunta simples que revela muito sobre o estado de qualquer empresa: as pessoas sabem para onde estão caminhando?
Se a resposta for hesitante, o problema provavelmente não está no produto nem na estratégia. Está na liderança.
No Brasil, o desenvolvimento de lideranças se consolida como a principal prioridade entre as empresas em 2026, com 57% dos executivos afirmando que esta será a meta mais importante do ano. Esse dado não é coincidência — é o reconhecimento coletivo de que nenhum plano de negócios sobrevive sem líderes capazes de inspirar, engajar e entregar resultado junto com as pessoas. Reportermaceio
A liderança é o elo entre a estratégia que existe no papel e os resultados que aparecem na prática. Sem esse elo bem construído, os processos de planejamento, organização e controle ficam prejudicados — e a empresa não atinge o que precisa.
Quando a liderança funciona de verdade, os colaboradores entendem seu papel, se sentem parte de algo maior e se engajam com o sucesso do time. Quando ela falha, o que se vê é desmotivação, conflitos, retrabalho e turnover crescente.
A incerteza em relação às perspectivas de negócios saltou de 16% em 2019 para 35,4% em 2026 — o maior índice da série histórica da pesquisa Tendências em Gestão de Pessoas do GPTW. Nesse cenário desafiador, o desenvolvimento de lideranças aparece no primeiro lugar da lista de desafios, com o maior porcentual dos últimos cinco anos. Grupogestaorh
Em ambientes instáveis, líderes bem preparados são o que distingue as empresas que crescem das que travam.
O líder de 2026 não é mais apenas quem cobra resultados. É quem desenvolve pessoas enquanto entrega resultado. Essas duas coisas precisam acontecer ao mesmo tempo — e isso exige uma combinação de habilidades que o mercado passou anos debatendo e agora está cobrando na prática.
O que muda no perfil esperado dos líderes em 2026 é claro: entrega de resultados agora no topo do ranking de competências desejadas, junto com comunicação eficiente e resiliência emocional. Há um deslocamento da “empatia” — que dominou os últimos três anos — para o quarto lugar. As empresas precisam de líderes capazes de combinar performance + direção clara + consistência emocional. GPTW
O líder deixa de ser apenas quem cobra resultados e passa a ser alguém que desenvolve pessoas. Além de entregar metas, será preciso tomar decisões com base em dados e criar ambientes mais colaborativos. Quem conseguir se adaptar a esse cenário tende a liderar equipes mais engajadas e preparadas para o futuro. Clarify
Não existe um único modelo de liderança que funcione para todos os contextos. O bom líder conhece os estilos existentes e sabe quando aplicar cada um.
O líder centraliza todas as decisões e cobra resultados com muita intensidade. Pode funcionar em situações de urgência extrema, mas tende a criar ambientes de trabalho tensos — com baixa autonomia, pouca valorização das competências individuais e colaboradores que executam sem pensar.
A grande desvantagem: equipes sob liderança muito autoritária se tornam dependentes, criativas em escapar do sistema — e não em resolver problemas.
O líder concede ampla autonomia e interfere pouco nas decisões da equipe. Funciona muito bem com grupos altamente qualificados e maduros, onde cada profissional já sabe exatamente o que precisa ser feito.
O risco aparece quando o grupo ainda precisa de direção. Com colaboradores em desenvolvimento, a ausência de referência clara pode gerar desorientação e queda de qualidade nas entregas.
É o modelo que mais se sustenta no longo prazo. O líder permite participação dos colaboradores nas decisões, ouve diferentes perspectivas antes de agir e divide tarefas considerando as competências de cada um — sem abrir mão da responsabilidade final.
O equilíbrio é a chave: nem tão presente ao ponto de sufocar, nem tão ausente ao ponto de desorientar. É o modelo que mais favorece o engajamento, a inovação e a retenção de talentos.
A maioria das situações não pede um estilo puro — pede um líder que saiba ler o contexto e ajustar sua postura conforme necessário.
O RH tem um papel central e insubstituível na construção de lideranças dentro das organizações. Não basta ter pessoas com perfil de liderança — é preciso identificá-las, desenvolvê-las e criar as condições para que elas evoluam.
As avaliações estruturadas permitem identificar colaboradores com potencial de liderança que ainda não foram reconhecidos — e também detectar falhas nos programas de desenvolvimento já existentes. Aplicar esse tipo de análise ainda no processo seletivo é uma vantagem competitiva real.
Identificar não é suficiente. O RH precisa criar as condições para o desenvolvimento acontecer — por meio de dinâmicas de grupo, mentorias, atribuição de pequenas responsabilidades de gestão no cotidiano e trilhas de aprendizado personalizadas.
Colaboradores que hoje não têm perfil de liderança podem surpreender com o programa certo. Isso é desenvolvimento humano de verdade.
O clima organizacional revela o nível de satisfação, motivação e coesão da equipe. O RH precisa saber avaliá-lo com regularidade:
Cada resposta a essas perguntas é informação estratégica — e pode indicar onde a liderança precisa ser reforçada.
A retenção de talentos segue como uma das maiores preocupações do setor, e em 2026 o foco se desloca para a experiência do colaborador, para a qualidade da liderança e para a coerência entre discurso e prática. Wellhub
Um plano de carreira claro e transparente — com critérios objetivos de promoção — é uma das formas mais eficazes de atrair perfis com ambição de crescer e reter quem já está desenvolvido. Colaboradores que enxergam futuro na empresa ficam. Quem não enxerga, vai procurar em outro lugar.
Para que uma empresa funcione bem, liderança e RH precisam caminhar juntos — com diálogo constante, objetivos compartilhados e execução integrada.
O RH precisa conhecer de verdade:
E os gestores precisam ser capacitados pelo RH para gerir pessoas — não apenas processos. Liderança não é um dom inato: é uma habilidade que se desenvolve com método, feedback e suporte.
Quando essa parceria funciona, o RH deixa de ser apenas um setor de apoio e se torna um segundo referencial de confiança para os colaboradores — ao lado das suas lideranças diretas.
Um ponto que poucos gestores conectam diretamente à liderança: o bem-estar das equipes começa pela postura do líder.
O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026 aponta que a percepção de apoio da liderança está diretamente relacionada à forma como os colaboradores vivenciam o trabalho no dia a dia. Quando líderes legitimam pausas, flexibilidade e cuidado, o impacto cultural é imediato. Wellhub
E um time que se sente cuidado entrega mais — com menos afastamentos, menos conflitos e mais engajamento.
É nesse contexto que o plano de saúde entra como um benefício que vai além da cobertura médica: ele é um sinal concreto de que a empresa se importa com as pessoas. E é aqui que a Anubis Seguros atua como parceira estratégica do seu RH.
Uma empresa com lideranças bem desenvolvidas e colaboradores bem cuidados cria um ciclo virtuoso: times mais motivados, menor turnover, mais produtividade e melhores resultados.
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