Segundo pesquisa do IBOPE encomendada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, o plano de saúde é o terceiro maior desejo dos brasileiros, perdendo apenas para educação e casa própria. Não é por acaso. Com um sistema público de saúde que não dá conta da demanda, ter acesso a uma assistência médica privada de qualidade deixou de ser luxo e passou a ser necessidade.
Mas plano de saúde é um tema complexo, cheio de variáveis, siglas e regras que poucas pessoas entendem de verdade. Este guia foi escrito para mudar isso. Do conceito básico ao detalhe técnico, você vai encontrar aqui tudo que precisa saber antes de contratar.
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Segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidades. Ou seja, cuidar da saúde vai muito além de tratar doenças quando elas aparecem. Envolve prevenção, acompanhamento e acesso a serviços médicos de qualidade.
No Brasil, a Constituição de 1988 garante no artigo 196 que saúde é um direito de todos e dever do Estado. Na prática, a ineficácia histórica do sistema público abriu espaço para que a iniciativa privada cumprisse esse papel, e os planos de saúde tornaram-se a principal alternativa para quem quer um atendimento de qualidade.
Impossível responder sem conhecer o perfil de quem pergunta. Os preços variam muito e dependem de uma série de fatores. Como referência de mercado, os valores podem começar em torno de R$ 150,00 mensais em produtos mais básicos e chegar a R$ 8.000,00 ou mais em planos premium para faixas etárias avançadas.
Os quatro fatores que mais influenciam no preço são:
A rede credenciada é o conjunto de hospitais, clínicas e laboratórios disponíveis para atendimento pelo seu plano. É um dos fatores que mais influencia no preço e na qualidade da sua experiência como beneficiário.
Quanto mais sofisticada e ampla a rede, maior o custo do plano. Mas o maior não é sempre o melhor. A questão certa não é qual rede é maior, mas sim qual rede atende onde você mora, nos hospitais que você quer ter acesso.
Outro ponto relevante é a abrangência geográfica. A rede precisa estar alinhada com a área de cobertura do plano. Não adianta ter um plano municipal e precisar de atendimento em outra cidade.
https://www.youtube.com/watch?v=qxv22uJKGnw
A acomodação define como será o seu quarto em casos de internação hospitalar. A qualidade do atendimento médico não muda. O que muda é o conforto e a privacidade.
Enfermaria: quarto coletivo com até quatro leitos. Menor privacidade, horário de acompanhantes mais restrito e mensalidade mais baixa.
Apartamento: quarto privativo, maior conforto, acompanhante com mais liberdade e mensalidade proporcionalmente mais alta.
Uma regra importante: acompanhantes têm direito garantido a pacientes menores de 18 anos, maiores de 60 anos e pessoas com deficiência. Nesses casos, a alimentação do acompanhante é de responsabilidade do hospital.
A ANS define o conjunto mínimo de coberturas que todo plano de saúde precisa oferecer. Esse conjunto é chamado de Rol de Procedimentos. As operadoras podem oferecer serviços adicionais, mas não podem oferecer menos do que o Rol determina.
Entre as coberturas garantidas estão:
A ANS também define os prazos máximos que as operadoras têm para garantir atendimento na rede credenciada:
Se a operadora não conseguir oferecer a cobertura obrigatória na rede credenciada dentro do prazo, ela é obrigada a pagar pelo serviço fora da rede.
Alguns procedimentos ficam de fora da cobertura obrigatória:
A ANS permite que as operadoras comercializem planos com coberturas segmentadas. Entender isso evita muita surpresa na hora de acionar o plano.
| Segmentação | Consultas | Exames | Ambulatório | Internações | Partos |
|---|---|---|---|---|---|
| Plano Completo | X | X | X | X | X |
| Ambulatorial e Hospitalar sem Obstetrícia | X | X | X | X | |
| Ambulatorial | X | X | X | ||
| Hospitalar sem Obstetrícia | X | ||||
| Hospitalar com Obstetrícia | X | X |
O plano completo é sempre a recomendação da Anubis. O plano ambulatorial pode fazer sentido para perfis específicos, mas deixa o beneficiário descoberto em casos de internação, cirurgia e emergência grave. E uma diária de UTI em hospital particular pode ultrapassar facilmente R$ 5.000,00.
Urgência é tudo que pode esperar um pouco, mas que precisa de atendimento em curto prazo para evitar que o quadro piore. Exemplos: fraturas, complicações na gestação, acidentes pessoais.
Emergência é tudo que não pode esperar nenhum segundo. Existe risco imediato de vida. Exemplos: infarto, parada cardiorrespiratória, AVC.
Nos hospitais, a triagem usa o Protocolo de Manchester, que classifica os pacientes por cores para definir a prioridade de atendimento. Vermelho é a maior prioridade e equivale à emergência.
O reembolso acontece quando o beneficiário utiliza serviços fora da rede credenciada. A operadora reembolsa parte do valor gasto, de acordo com a tabela própria da operadora.
Dois pontos importantes:
A coparticipação é uma taxa paga pelo beneficiário no momento de usar determinados serviços, como consultas e exames. Ela pode ser um percentual do valor do evento ou um valor fixo por procedimento.
Exemplo: consulta de R$ 100,00 com 20% de coparticipação resulta em R$ 20,00 pagos pelo beneficiário.
Planos com coparticipação têm mensalidade menor. Estatisticamente, a coparticipação reduz em até 30% o consumo ambulatorial, o que também beneficia toda a carteira ao controlar a sinistralidade.
[https://www.youtube.com/watch?v=4rWNVAkt_iA
A carência é o período entre o início da vigência do contrato e a liberação de determinados serviços. Ela existe para evitar que as pessoas contratem o plano apenas no momento de precisar e cancelem logo depois.
As carências máximas definidas pela ANS são:
Ao contratar um plano de saúde, o beneficiário preenche a Declaração de Saúde, um formulário que apresenta seu estado de saúde para a operadora. Com base nessa declaração, a operadora pode identificar doenças preexistentes.
Quando existe uma doença preexistente, entra em vigor a Cobertura Parcial Temporária, a CPT: um período de dois anos em que o beneficiário não pode realizar cirurgias ou procedimentos de alta complexidade relacionados à doença preexistente pelo plano. Consultas e exames relacionados à doença, mesmo nesse período, estão cobertos.
A portabilidade permite que o beneficiário migre de uma operadora para outra levando consigo as carências já cumpridas, sem precisar recomeçar do zero. Para isso, é necessário estar no plano atual há pelo menos 24 meses e estar com as mensalidades em dia.
A Anubis orienta esse processo de ponta a ponta, garantindo que você não perca os direitos já conquistados na troca.
Para pessoas físicas de 0 a 58 anos, o plano individual é sempre o ponto de partida da nossa avaliação. É a modalidade com mais proteção contratual para o beneficiário, com reajuste regulado pela ANS e impossibilidade de rescisão unilateral pela operadora.
Em Salvador, as opções individuais são Promédica e Hapvida. Dentro dessa modalidade:
Planos Completos (linha Select): cobrem consultas, exames, internações e procedimentos de maior complexidade. São a opção mais abrangente para quem quer tranquilidade total.
Planos Ambulatoriais (Hapvida e Boa Saúde): cobrem consultas e exames sem internação. Indicados para moradores de Salvador e Lauro de Freitas que buscam o menor custo para o dia a dia com consciência das limitações.
A segunda opção avaliada pela Anubis. Para empresas com 3 a 29 vidas, o plano empresarial entrega uma rede mais ampla por um custo proporcionalmente menor. As regras de carência variam:
MEI também pode contratar o plano empresarial, desde que o CNPJ esteja regularizado e o contrato atenda o mínimo de vidas exigido pela operadora.
Indicado para quem não tem CNPJ e o plano individual não supre a necessidade de rede ou cobertura. A contratação é feita por entidades associativas:
Entidades Abertas: qualquer pessoa pode aderir, independente da profissão.
Entidades Fechadas: restritas a categorias profissionais específicas, como médicos, advogados e engenheiros.
Para cobertura nacional, a Anubis recomenda a SulAmérica via Qualicorp e Extramed.
Sinistro é qualquer utilização do plano, de um exame simples a uma cirurgia complexa. A soma de todos os sinistros é a sinistralidade. Quando ela ultrapassa 70% da receita da carteira, a operadora está no vermelho, e o reajuste sobe.
Os reajustes anuais funcionam assim:
Além do reajuste anual, existe o reajuste por faixa etária, que acontece quando o beneficiário muda de faixa. As 10 faixas vão de 0 a 18 anos até 59 anos ou mais, e o valor da faixa mais alta não pode ser superior a 6 vezes o valor da faixa inicial.
https://www.youtube.com/watch?v=luUZZ-8W-Jk
Quatro razões principais:
A Anubis Seguros está em Salvador e atende em todo o Brasil. Há mais de 20 anos a gente orienta pessoas e empresas a encontrar o plano de saúde certo, com a cobertura adequada, no produto que faz sentido para o momento de vida de cada um.
A consultoria é gratuita, o atendimento é feito por pessoas de verdade e nossa remuneração vem das operadoras, nunca de você.
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